quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Boa gestão das cidades

 

            Concluído o processo eleitoral, chegou a hora dos prefeitos cumprirem as suas propostas/promessas de governo com vista à boa gestão das cidades.

            É momento de banir e esquecer os maus gestores públicos. Não adianta o contorcionismo retórico para fazer uma coisa parecer outra. Acho que esses gestores têm que sair daquele “gerúndio”: estamos melhorando, chegando...

            Sou adepto da frase do escritor e pensador Eduardo Galeano: ”Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos”. Por isso, acredito que podemos ter político (prefeito) com tal espírito de mudança, que seja sério, bem intencionado, que pode fazer uma gestão profícua, voltada para o povo e pelo povo.

            Mando um “recadito” para o prefeito, ora eleito, ter sucesso na sua gestão, é preciso sair da zona de conforto, desenvolver-se, adotar mudanças profundas na cultura do serviço público. Veja algumas delas:

               a) O que se viu na campanha eleitoral foram propostas inovadoras que chamaram a atenção dos eleitores. Na hora de governar, o mais eficiente não é inovar, e sim copiar. Inovar em qualquer atividade é um processo de tentativa e erro, com mais erros que sucessos. Em quatro anos de mandato, um prefeito pode perder muito tempo à procura de uma inovação. Copie e adapte às condições do seu município. Política pública não tem direito de patente.

              b) A função essencial de uma prefeitura é gerá ambiente urbano saudável e eficiente: calçadas sem buracos, prevenção a enchentes, iluminação pública, coleta e destinação do lixo, professores ensinando e alunos aprendendo em escolas limpas e organizadas, postos de saúde abertos e com profissionais e materiais disponíveis, transportes coletivos pontuais e com rotas racionais. Serviços básicos de qualidade aumentam a igualdade de oportunidades, evitam tragédias e atraem empresas e empregos.

             c) Cabe aos municípios registrar as famílias no Cadastro Único de políticas sociais, que é a base para o pagamento do Bolsa Família e de um dezena de outros programas sociais.

            d) Nas últimas décadas, prefeituras têm tentado atrair empresas e empregos por meio de benefícios tributários e subsídios, muitas vezes ilegais. Isso afeta segurança jurídica, cria distorções econômicas e desigualdade.

            e) Para não se afogar em burocracia, digitalize e integre as informações de arrecadação, orçamento, gastos e controle. Quem tem os números nas mãos administra melhor e evita punições.

            f) Municípios são provedores de serviços intensivos em mão de obra. Previdência municipal desequilibrada draga recursos das políticas e precisa ser reformada.

            g) Município quebrado no Brasil é resultado de má gestão, e não de falta de recursos. Gaste mais tempo trabalhando na sua cidade e menos tempo reclamando em Brasília.

            Aos prefeitos, lembrem-se, como fala o meu amigo Cordeiro, sempre com sua cultura filosófica exemplar: “Já conhecemos a problemática. Estamos atrás da ‘solucionática’”.

 

                                           LINCOLN CARTAXO DE LIRA
                                          Advogado, Administrador e Escritor
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

E a caravana passa

 

            Não é nenhum exagero dizer que o PT é um dos partidos que saem derrotados dessas eleições. Pela primeira vez em 35 anos, não comandará nenhuma capital do país.

            Não estou desdenhando, vou explicar. Conforme levantamento feito junto ao TSE, o PT viu o total de prefeituras conquistadas reduzir-se de 254 em 2016 para 183 agora, com o incômodo detalhe de que as eleições municipais anteriores já haviam sido catastróficas para a legenda, que despencara de seu recorde de 630 prefeituras em 2012.

            Tem mais: tanto em quantidade de municípios quanto em população governada, o PT ocupa agora o vexatório 11º lugar no ranking nacional. A referida sigla admite, coisa rara, que sofreu um dos maiores reveses da sua história. Como também, já se questiona a força do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

            É como diria o grande filósofo Ibrahin Sued: “Os cães ladram e a caravana passa”. Ou seja: enquanto alguns esquerdopatas teimosos do PT continuam com a retórica rasteira e de coach pé de chinelo, a caravana das forças de novas agremiações de esquerda vai surgindo, a exemplo de nomes como Guilherme Boulos (Psol) e de Manuela D’Ávila (PCdoB).

            O PT precisa interpretar corretamente os recados dos eleitores. Tem que apresentar lideranças renovadas. Não dá para o partido continuar sendo o salvamento sistemático da biografia de Lula e a defesa de regimes como o venezuelano e o cubano.

            Santa idiotice foi colocar o nome de Lula como opção para atrair votos nessas eleições. Como se viu, o resultado foi um fiasco para o PT. O garoto propaganda não era dos melhores. O povo cansou dos desgovernos e preferiu qualquer outro.

 Ao seu líder resta o ostracismo. Digo isso com uma grande tristeza da alma, mas ele está colhendo o que plantou. Entre tantos percalços, Lula acabou de perder o título de doutor honoris causa da Universidade Estadual de Alagoas. Conforme o Juiz responsável pela sentença, a honraria não cabe a alguém condenado pela Justiça. Óbvio, perfeita obviedade.

Com todo respeito devido aos seus fieis militantes, o Brasil não precisa mais de Lula. Se cair fora da vida política, não fará falta nenhuma. Ele não inventou a corrupção, mas aperfeiçoou a níveis inimagináveis, fazendo com que não tivesse adversário à altura em praticamente todas as áreas de poder do País.

Parece insano – e é. Persistir com a tese de que Lula ainda é a solução para enfrentar os graves problemas do Brasil.

 

                              LINCOLN CARTAXO DE LIRA

                                      Advogado, Administrador e Escritor

 

           

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Aprovação dos cassinos

 

       Volto ao referido tema, uma vez que já o tratei no meu artigo “A volta dos cassinos”, publicado em 16/12/2019, no nostálgico Jornal Correio da Paraíba, onde me posicionei a favor dessa atividade, rebatendo àqueles que têm como argumento de que a jogatina leva ao vício, e o vício destrói família, que leva a criminalidade.

            Por mais meritório que se mostre, é desarrazoada a crítica. Cheio de verborragia e de falácia lógica. Tem que se discutir esse tema de forma desapaixonada: sem a retórica desconexa e o raciocínio enviesado.

            Novamente, acho que vale um mergulhinho no assunto. Segundo o senador Irajá Abreu (PSD-TO), dono de um dos projetos que tramitam no Senado: “A expectativa é arrecadar 18 bilhões de reais em novos impostos, que seriam divididos entre estados e municípios, em recursos livres para investimentos”. E acrescenta: “Fora isso, temos a expectativa de arrecadação de 5 bilhões de reais com as concessões, que seriam investidos em habitação popular”.

                Felizmente, a proposta é endossada também pelo ministro da economia, Paulo Guedes, pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o que a torna uma das favoritas a entrar em votação até o fim do ano.

Como todos sabem (ou deveriam saber): dos 193 países-membros da ONU, a grande maioria (146 nações) tem bingos e cassinos legalizados, enquanto o Brasil integra a lista dos países em que há a proibição, sendo 75% deles países islâmicos, prejudicando a tributação e a geração de emprego e renda.

            Esses empreendimentos, como cassinos, não funcionam como atrativo apenas as mesas, baralhos e roletas, mas todo um complexo de entretenimento, como salões de bailes e shows de artistas internacionais, peças teatrais e restaurantes de alta gastronomia. Isso nos remete aos tradicionais e antigos hotéis do Brasil que exploravam os jogos como o Grande Hotel Lambari (MG), o Quitandinha em Petrópolis (RJ), o Ahú, em Curitiba (PR), entre outros.

            De acordo com Gilson Machado, presidente da Embratur, “com os cassinos, vamos triplicar o número de turistas estrangeiros”. Grupos americanos já disseram que, se o Brasil liberar os cassinos, terão mais de US$ 15 bilhões (R$ 63 bilhões) para investir aqui.

            Já o Ministério do Turismo defende a ocupação de cassinos (como âncora econômica) em cerca de 5% dos espaços desses complexos hoteleiros e de lazer. O restante (95%) para as atividades nos resorts, a exemplo do que acontece em outros países.

            Saindo de fininho, digo: vamos acabar com esse marketing calculado e ridículo achar que será o “fim do mundo” caso haja a volta dos cassinos.

 

                                           LINCOLN CARTAXO DE LIRA

                                             Advogado, Administrador e Escritor

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Dr.Enéas: gênio incompreendido

 

            Por mais que a gente não queira afirmar, mas, infelizmente, a desonestidade passou a ser endêmica entre os políticos brasileiros, sem distinção de credo, cor, raça, partido ou marca de cueca.

            Poucos políticos se tornaram tão emblemáticos de novos tempos como o Dr.Enéas Carneiro (1938-2007). Pois, para a imensa maioria dos brasileiros, a sua figura exótica do médico cardiologista – sempre de terno escuros, óculos de aros grossos e a vasta barba negra contrastando com a reluzente calvície – surgiu do nada no dia 15/09/1989, quando começou a campanha eleitoral para Presidente da República.

            A partir de então, sua história de vida começou a ser conhecida a conta-gotas e serviu à construção de um mito no imaginário popular. Nascido no Acre, Dr.Enéas teve infância bastante pobre. Encontrou redenção nos estudos (sempre foi o primeiro da turma, desde o ensino básico) e no Exército, onde se formou na Escola de Sargentos, no Rio de Janeiro, aos 21 anos.

            Com a ajuda de amigos médicos e conhecidos, ele fundou o Partido de Reedificação da Ordem Social – PRONA. Essa agremiação propunha salvar o País dos sufocamentos causados pela velha política.

Dr.Enéas tinha meros quinze segundos no horário eleitoral gratuito. Em sua primeira a aparição na tevê e no rádio, apresentou-se da seguinte forma: “Sou professor de cardiologista,... Nunca fui, não sou e nem serei político profissional. Meu Nome é Enééééas!”.

Um cara que jamais mercadejou suas ideias. E ninguém escapava da sua verve afiada e pontiaguda. O jeito esdrúxulo, o estilo rápido e assertivo de falar, associado ao slogan personalista logo chamaram atenção. Agora, quando recorro ao Google para encontrar algum estudo/comentário que me ajudasse a compreender como se deu essa transformação da imagem de Dr.Enéas, de personagem folclórica a “mito” de uma parcela mais conservadora da população brasileira.

Feito isso. Encontrei, com bastante frequência, declarações do tipo: “Ele foi o melhor presidente que o Brasil não teve”, “O mais sério e capacitado político brasileiro de todos os tempos”, “O incansável defensor da verdade”. Eu diria, então: um gênio incompreendido.

Resumiu certo admirador: “Dr.Enéas foi mais uma vítima do sistema político e da grande mídia que não deram espaço para que expusesse as suas ideias. Em 1989, se houvesse internet, redes sociais etc., com certeza ele seria eleito”.

            Pode notar aí: o lugar de Dr.Enéas já está escrito na nossa história. Seus ensinamentos continuam vivos – e inspiradíssimos.

 

 

                                            LINCOLN CARTAXO DE LIRA

                                                Advogado, Administrador e Escritor

           

           

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Nepotismo na política

 

             Estamos sendo conhecidos como o País da cueca, depois de mais um episódio envolvendo agora o senador Chico Rodrigues, pego com dinheiro escondido na cueca (entre as nádegas), provocando a indignação moral de todos.

            Com se não bastasse essa indignação, ele foi substituído automaticamente pelo seu filho Pedro Arthur Rodrigues, como primeiro suplente de senador, enquanto seu pai está preocupado em se defender junto ao Conselho de Ética do Senado. É ou não é um puro deboche?!

            Precisamos pôr o dedo nessa ferida: isso é absolutamente descabido e antidemocrático. O filho não seria eleito se o pai não tivesse sido. Voto não é herança. Isso é monarquia eleitoral.

            Não há escapatória, Brasil não se pode dar ao luxo dessa insensatez. É impossível evoluir numa Reforma Administrativa e Política sem banir a figura do nepotismo.

            Nepotismo é o termo utilizado para designar o favorecimento de parentes (ou amigos próximos) em detrimento de pessoas mais qualificadas especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos, ou indicações políticas com vista de preservar e continuar com interesses de ordem familiar, espécie de feudo político.

            Nestas eleições municipais - por aí, e por aqui -, vimos o patrimonialismo via nepotismo em pleno vapor. Esposas e filhos de candidatos ficha suja vão se autossubstituir. Pais, irmãos, filhos de senadores, deputados federais e estaduais em mandato lançando familiares a vereador. Início da carreira do profissional da política.  

            Já disse noutra oportunidade: a nossa prática tupiniquim tem o péssimo hábito de esbarrar nos ditames da realidade. É o caso da Constituição que faz apenas a ressalva da inelegibilidade reflexa, quando o cônjuge e os parentes dos governantes, para evitar o abuso de poder político, ficam temporariamente impedidos de se candidatarem. De resto, tudo é possível.

            O jeitinho está sempre presente no cotidiano brasileiro. Em matéria eleitoral, vamos encontrar também esse jeitinho na figura do nepotismo cruzado (“você cuida do meu, eu cuido do seu”), burlando assim o mecanismo de controle.

            É uma realidade: as redes sociais são um perigo quando se transforma em vício, quando viram plataforma de desinformação, valorizando o ódio, a luxúria, a discriminação. Contudo, se houver um uso sensato, como atalho para espalhar boas ideias e promoção de causas humanitárias, como também, denunciar a prática vergonhosa do nepotismo, que belo recurso temos em mãos.

            Portanto, sucinto, vou tentar dizer, a meu modo: a cultura do nepotismo se expande em silêncio. Ocupa vazios e sutilezas legais.

 

                                       LINCOLN CARTAXO DE LIRA

                                                  Advogado, Administrador e Escritor

               

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Gorda não é palavrão

            Outro dia, estava ouvindo uma conversa num restaurante, na mesa ao lado.

            - Não admito ser chamada de gordinha ou gorda. Tenho consciência dos meus quilinhos a mais. Mas, não aceito que ninguém me trate desse jeito.

            Não possuo aquela verve terapeuta que o caso requer, porém entendo que a “gordofobia” está impregnada em nossa cultura. Mostrando como o machismo e a mídia transformam o corpo feminino em objeto e impõe padrões estéticos artificiais.

            No livro “Gorda não é palavrão”, autoria de Fluvia Lacerda, que retrata a realidade das gordinhas, incentivando as mulheres a deixarem de lado as pressões externas para descobrirem efetivamente qual é o “corpo ideal”.

            Fluvia, em mais de 18 anos de carreira, como modelo plus size (tamanho maior) nos EUA, já foi fotografada em diversas situações e campanhas de moda, mas ainda tem que escutar muita pergunta chata e suportar a perplexidade alheia ao dizer que não pisa na balança e não tem o menor interesse em saber quanto pesa.

            No retorno de viagem ao Brasil pra visitar seus familiares, ela saiu para fazer compras, num dos shoppings em São Paulo. Enquanto estava ao celular, ficou mexendo nas peças dispostas na arara de certa loja. Assim que desligou, ela se dirigiu a uma das vendedoras:

            - Oi! Você tem outras estampas deste modelo aqui?

            A vendedora nem se deu ao trabalho de lhe cumprimentar e disse:

            - Não temos seu manequim nesta loja.

            Imediatamente, a Fluvia desbocada aparece. Respondendo na lata:

            - Acho que você não me ouviu bem. O que perguntei foi se tem outras estampas dessa aqui, não se tem meu tamanho.

            Antes que a vendedora se desse conta da besteira, Fluvia disparou:

            - Eu tenho dinheiro para gastar nesta loja. E não é pouco. Mas vocês perderam a oportunidade de vender porque são preconceituosas.

            Que coisa, hein? Exposição vexatória e deselegante. Não é preciso deitar em nenhum divã de psicanalista para entender a razão dessa cisma com as gordinhas. Não sei bem por quê? Só sei que o corpo perfeito é o corpo que você tem! Sem nenhuma comparação. Sem nenhum parâmetro. Sem nenhum certo ou errado.

            Sem meias palavras, não aceite piadas, não aceite olhares tortos, não aceite julgamentos, não aceite nada que lhe diminua. Se você quiser mudanças em seu corpo, você é livre pra isso, mas faça somente se realmente você deseja, e jamais, porque querem ou te obriguem a fazer essa mudança.

            As gordinhas, meu abraço e meu carinho.

 

 

                                        LINCOLN CARTAXO DE LIRA

                                           Advogado, Administrador e Escritor

                          

 


quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Cidade de Pompeia

 

            Minha listinha de destinos que quero conhecer aumenta a cada dia. Quanto mais eu pesquiso e leio sobre o mundo de viagens para mais destinos eu pretendo ir. Simples assim.

            E quando há uma referência de algum lugar que eu já estive, aí meu leitor (a) o contentamento é redobrado. Assim aconteceu quando a revista Veja publicou recentemente uma reportagem sobre a antiga cidade de Pompeia, situada a 22 km de Nápoles, na Itália, onde os cientistas encontraram um cérebro humano transformado em vidro pela erupção do vulcão Vesúvio, o que reforça a tese de destruição instantânea. Não é só: o órgão verificado preservou boa parte dos neurônios da vítima.

            Quando visitei esse lugar, tive a sensação de estar visitando uma cidade que ainda é habitada, já que se conservam a maioria dos edifícios e grande parte da decoração das antigas casas. Particularidade, chamativa e macabra da visita, foi a exposição de figuras (pessoas) que ficaram presas nas cinzas, em cujos rostos ainda podemos ver o pânico que viveram. São feridas profundas de uma triste história.

            Pompeia foi uma cidade do Império Romano, que foi destruída durante uma erupção do Vesúvio no ano 79, provocando uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade. Ela se manteve oculta por mais de 1600 anos, até ser reencontrada por acaso em 1748.

            Nas áreas arqueológicas de Pompeia, pude conferir que as cinzas e lama protegerem as construções e objetos dos efeitos do tempo, moldando também o corpo das vítimas, o que fez com que fossem encontrados do modo exato como foram atingidos pela erupção.

            Há indícios de que os seus habitantes podem ter sido os primeiros recicladores da história. Os arqueólogos descobriram que grande parte dos muros que protegiam a cidade era feita de pedaços de cerâmica quebrada, telhas descartadas, ossos, madeiras e outros objetos reutilizados.

            Olha, mais uma coisa. Impressionante é o zelo na preservação desse patrimônio histórico e cultural da humanidade. Pois um país sem memória é uma país que nega sua história, que nega a identidade do seu povo.

            No Brasil, infelizmente, nesse quesito, estamos à deriva.        

 

               

                                    LINCOLN CARTAXO DE LIRA

                                              Advogado, Administrador e Escritor